Pular para o conteúdo principal

COMENTÁRIO DA LEITURA BÍBLICA DO N.T. - META DA 1ª SEMANA DE ABRIL

MATEUS CAPÍTULOS 25

O que são parábolas ?- Narrativas curtas que, mediante o emprego de linguagem figurada, transmite um conteúdo moral. Trata-se pois de uma narrativa alegórica, que, por meio de ação ou analogia, transmite preceito moral ou religioso.


A PARÁBOLA DAS 10 VIRGENS 25:1-13

A parábola das 10 virgens origina-se da vida diária. Dentro daquele contexto histórico os casamentos eram celebrados entre o outono e o inverno, quando a atividade agrícola diminuía e as pessoas poderiam participar da festa cerimonial. Tal cerimônia era um grande acontecimento e de muita alegria.

Um casamento típico da época se dava da seguinte forma: os convidados ficavam na casa da noiva a espera do noivo, durante a espera os mensageiros frequentemente anunciavam: " O noivo está vindo!"

A espera durava horas, finalmente perto da meia noite o noivo chegava com os seus amigos, juntamente com um grupo iluminado por lâmpadas. Após o encontro o grupo de convidados da noiva, juntamente com o grupo de convidados do noivo iam com eles até a casa do noivo, iluminando o caminho com as lâmpadas. Esse rito fazia parte da cerimonia do casamento da época.

A parábola das 10 virgens se refere a esse contexto histórico e cultural de celebração do casamento, mas especificamente quanto as 10 virgens.

Todas as 10 virgens tinham lâmpadas, mas somente 5 tinham azeite suficiente. As 10 virgens , tardando o noivo adormeceram, quando anunciou-se a chegada do noivo, as 5 néscias sairam às pressas para comprar azeite, pois lhes faltava. Assim o noivo que tinha sido anunciado chegou e as 5 virgens preparadas entraram para as bodas e se fechou a porta. Quando as 5 néscias que tinham ido comprar azeite voltaram não conseguiram mais participar das bodas.

Nessa parábola podemos extrair uma verdade aplicada à vida espiritual, cujo tema é vigilância. Assim como as virgens loucas se distraíram, por tardar o noivo alguns de nós podemos estar desapercebidos com relação a volta de JESUS, por isso a parábola nos admoesta a estarmos sempre vigilantes e de prontidão, como as 5 virgens prudentes, pois quando o noivo (que representar JESUS) voltar nós entraremos para as bodas, que representa a nossa ida com Ele para o lar eterno.


A PARÁBOLA DOS TALENTOS

Assemelha-se a das minas de Lc 19:11-27

A parábola traz a seguinte reflexão: Estamos sendo preparados para um serviço maior, numa esfera espiritual e eterna, porém nosso lugar lá, depende da nossa fidelidade e da nossa mordomia cristã aqui na terra.


A PARÁBOLA DAS OVELHAS E DOS BODES 25:31-46

Essa é uma das passagens do Evangelho mais complexas, tanto que os comentaristas bíblicos não tem um consenso, mas também é uma passagem magnífica, pois expressa a mensagem de como uma atitude benevolente nesta vida influirá na eternidade. A interpretação dessa parábola variará de acordo com o ponto essencial analisado:

Ponto 01 - Quanto a expressão meus pequeninos irmãos (25:40,45)

Aqui a expressão "meus pequeninos irmãos" , para a maioria dos comentaristas bíblicos,refere -se aos necessitados, aos oprimidos sociais. Alguns, minoritários consideram que essa passagem faz referência aos irmãos de JESUS, já outros consideram ser Seus apóstolos.

Ponto 02 - Quanto a expressão "nações" (25:32)

Quem representam as nações?

Aqui vemos o viés escatológico da mensagem. O texto de Mateus sugere a indagação: Quem entrará no reino terreno milenar, governado por Jesus prometido a Davi?

Neste contexto,os "irmãos" representam os judeus e as "ovelhas" e "bodes" representam os gentios que serão julgados conforme trataram os judeus que creram no messias.

A mensagem central dessa parábola envolve vigilância, mas também podemos extrair a ênfase dada por Deus à pratica da compaixão. Isso não implica dizer que temos o direito de julgar o relacionamento do próximo com o Senhor, mas que devemos cuidar de nós mesmos e estarmos alerta para não sermos lançados fora da presença de Deus.


MATEUS CAPÍTULOS 26- 27 - O JULGAMENTO E MORTE DE JESUS

Cerca de 1/3, de cada Evangelho, é dedicado ao julgamento e morte de Jesus, bem como a sua última semana de vida. O Evangelho de Mateus narra a cilada que foi feita para matá-lo (26:1-5), onde Judas trai o Mestre por dinheiro. Na reunião da Santa Ceia Jesus explica o significado da sua morte e estabelece a celebração da Ceia como ordenança. Como Jesus havia dito, Pedro o nega. Logo em seguida é condenado pelo sinédrio por reafirmar que é o Filho de Deus.

No dia seguinte, ante Pilatos Jesus é julgado e condenado à morte de cruz. Logo em seguida segue, o nosso Senhor, a via cruces onde é açoitado publicamente em direção ao gólgota e crucificado entre dois ladrões. Após muito sofrimento morre e é sepultado em um sepulcro emprestado. Para que se cumprisse a promessa de Deus em enviar o salvador para reconciliar o homem Consigo.

Desejamos que os amados irmãos acompanhem a leitura bíblica semanal e prossigam neste propósito. Com o ensejo de contribuir com a vossa leitura devocional é que me coloco à disposição.

Em Cristo, Jesus

Irmã Angélica

REFERÊNCIA

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. CPAD, 3ªed, Rio de Janeiro, 2008.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Manifestações espirituais ou modismos sensacionalistas?

Muitas pessoas nos perguntam se algumas manifestações ,que ocorrem em nossos cultos, são genuinamente bíblicas ou não, por isso resolvemos redigir o presente artigo para expressar o que é biblicamente aceitável neste tema. Lembramos que o objetivo deste artigo é refletir sobre um fenômeno controvertido, no cenário religioso, conhecido como movimento neopentecostal, mas que tem adentrado em algumas igrejas, ditas tradicionais. Esse movimento vem causando grande impacto em nossa sociedade e influenciando a muitos. A crescente popularidade dessas práticas se deve a propagação na mídia dessas novas denominações e o maior problema que vemos é que tais manifestações tem promovido divisões e controvérsias no seio da igreja. O nosso alvo não é, simplesmente, criticar o neopentecostalismo, mas antes de tudo, alertar aos cristãos quanto aos desvios teológicos e doutrinários em seus ensinos que se distanciam do cristianismo bíblico e histórico. Sabemos que as manifestações pentecostai...

A doutrina bíblica como um ramo da teologia cristã e a sua importância

A importância da teologia cristã se aplica diretamente por sua necessidade. Vejamos porquê: Etimologicamente, teologia (do grego θεóς, transl. theos = "divindade" + λóγος, logos = "palavra", por extensão, "estudo"), significa o estudo sobre Deus. Na visão cristã, a teologia faz uma análise da pessoa, da natureza, dos propósitos e das ações de Deus, cujo campo de ação apresenta-se entre as verdades atemporais a respeito de Deus e sobre todas as coisas Outro argumento em favor da importância da teologia é que a teologia afirma a existência de Deus, visto que não há sentido em falar-se do conhecimento de Deus, se não se admite que Ele exista. Há quem argumente que a teologia não é necessária para um bom crescimento ou amadurecimento espiritual do cristão, entretanto vemos vários exemplos na história de tais equívocos, os quais servem para desvalidar tais argumentos. Assim sendo, é imprescindível que não só entendamos a importância da teolog...

QUANDO A EXPERIÊNCIA RELIGIOSA NOS AFASTA DA CRUZ DO CALVÁRIO

O mecanismo religioso atual, praticado pela maioria das igrejas cristãs tem nos afastado do verdadeiro Deus Eterno , cheio de graça e misericórdia, pois apresenta uma falsa pregação de um “deus” que se relaciona com o homem por causa dos méritos e o deméritos humanos. O que precisamos entender é que tudo que recebemos da parte de D’Ele não é por nossa causa, ou por nossas obras, não vem de nós, mas ao contrário é advindo da graça de D’Ele (Ef 2:8ss). Na moderna pregação, a cruz do calvário tem sido trocada pelo ensinamento de uma “barganha barata”, como se o Deus que servimos se vendesse. Esse falso ensino prega que o que recebemos de Deus é advindo conforme os “nossos sacrifícios”. Essa falsa compreensão do evangelho tem feito com que muitos líderes eclesiásticos, se aproveitem da ignorância de seus fieis para extorquir seus bens materiais e escravizá-los nesse sistema corrompido, como se fosse um novo “sistema de indulgências”. Assim sendo, o entendimento da maioria dos qu...